Rômulo Lemos do Nascimento

Rômulo Lemos do Nascimento (n. 1988) é um comerciante brasileiro que ficou conhecido nacionalmente em 2011 por agredir a então estudante de direito Rhanna Cristina Umbelino Diógenes (n. 1992), quebrando seu braço. Na época, ele tinha 23 anos de idade e ela 19.

IncidenteEditar

O caso aconteceu na madrugada do dia 30 de setembro de 2011. Rhanna estava com três amigos na boate Peppers Hall (localizada em Ponta Negra, zona sul de Natal) quando foi abordada por Rômulo, um jovem que ela nunca tinha visto na vida, numa pista de dança. Ele a pediu um beijo, mas ela recusou. Rômulo se enfureceu e passou a xingá-la, o que fez com que ela o empurrasse, chamando atenção de dois dos seus três amigos, que tentaram segurá-la. Mesmo assim, ela conseguiu pegar na gola da camisa dele.

No entanto, Rômulo tirou a mão de Rhanna com as duas mãos, parecendo usar técnicas de artes marciais, e em seguida a jogou no chão, fazendo-a desmaiar. Uma roda se abriu na pista de dança e ele fugiu rapidamente com um amigo. Rhanna continuou desmaiada no chão antes de ser socorrida por amigos, que perceberam que seu braço havia sido quebrado pelo impacto.

Todo o evento foi captado pelo circuito interno da boate. A estudante teve seus ossos rádio e ulna quebrados em duas partes e teve de se submeter a uma cirurgia para implantar duas placas de titânio e 14 pinos para fixar o metal no antebraço, em um hospital particular de Natal.

Nos dias seguintes, a divulgação do incidente pela imprensa local e nacional, incluindo imagens da agressão, se tornou um dos assuntos mais comentados daquele momento.[1] Com a repercussão do caso, foi revelado que oito mulheres (sete ex-namoradas e uma ex-mulher) já haviam procurado delegacias no Rio Grande do Norte para relatar casos de violência cometida por ele.[2] Apesar dessas mulheres denunciarem casos de agressões, a justiça nunca emitiu um único mandado de prisão contra Rômulo Lemos, pois ele se apresentou à delegacia e foi liberado, não passando um dia sequer na cadeia.

Postagem de apoio no Silvio KoerichEditar

O caso voltou à notoriedade em 15 de outubro, quando já estava quase caindo no esquecimento, depois que o blog Silvio Koerich (o fake) fez uma postagem de apoio ao agressor e contra a vítima, que chamou de "vadia baladeira". O blog alegou que Rômulo estaria sofrendo perseguição nacional só porque quebrou o braço da vítima, além de incentivar incidentes semelhantes no Brasil e assinalar que "enquanto vagabundas estiverem em circulação, torço para que haja mais 'Rômulos Lemos' para contê-las, pois mulher merece apanhar". Também insinuou que Rhanna quer angariar fama como vítima.[3]

A postagem polêmica foi uma das responsáveis pela fama do blog, que continuou impune até 2012. Com o passar das semanas e meses, o caso da jovem do braço quebrado (como ficou conhecido) caiu no esquecimento público (como sempre) e parece que não deu em nada.

2013: Condenação por outro caso de agressãoEditar

Em 2013, Rômulo foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por violência doméstica cometida contra sua ex-mulher, com quem tem um filho. O caso corre em segredo de Justiça, mas sabe-se que o réu recorreu da decisão, que ainda pende de julgamento de recursos segundo o seu advogado de defesa, Durvaldo Varandas.

2016: Condenação pela agressão a RhannaEditar

Em 20 de julho de 2016, saiu a sentença da agressão contra a então estudante de direito: Rômulo (com 27 anos) foi condenado a três anos de reclusão em regime aberto por lesão corporal grave, em julgamento ocorrido na 2ª Vara Criminal da Zona Sul de Natal. O magistrado afirmou que o crime é "uma afronta direta aos valores constitucionais relativos à igualdade de gêneros, porquanto referido posicionamento estaria imbuído de uma visão machista e patriarcal de que a mulher é obrigada a aceitar todo e qualquer assédio, conferindo, ainda, ao homem o direito de agredi-la quando rechaçado", em clara decisão que lembra os discursos feministas.

A decisão do juiz desagradou os advogados das duas defesas: a do réu anunciou que poderá recorrer da decisão em liberdade, enquanto a da vítima afirmou que irá também recorrer da decisão para que o réu fique na cadeia. Apesar dessa grande feijoada no caso, a vítima comemorou (???) a decisão judicial e afirmou que o resultado dá exemplo para as mulheres vítimas de agressões para que elas denunciem os agressores às autoridades policiais.

No mesmo ano em que saiu a decisão, Rhanna voltou à mídia após se lançar como candidata a vereadora na Câmara de Vereadores em Natal pelo PDT, na qual levantou a bandeira da igualdade de gêneros e combate às agressões contra mulheres (pautas tipicamente esquerdistas), mas ficou na 247ª posição com apenas 180 votos.[4]

Salsa

FontesEditar