Maria Nikolaevna Ashenkova

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Maria Nikolaevna Ashenkova (Мария Николаевна Яшенкова), nome americanizado para Masha Elizabeth Allen ou simplesmente Masha Allen, é uma russa com cidadania americana que ficou conhecida na internet por aparecer em mais de 200 fotos sexualmente explícitas quando era criança do final dos anos 90 até início dos anos 2000 feitas pelo pai adotivo, o engenheiro aposentado e ex-militar Matthew Mancuso, que se aproveitava para molestar sexualmente a menina.

Até a descoberta da sua verdadeira identidade com a prisão do pai adotivo, ela já foi conhecida por diversos nomes: como Disney World Girl (por aparecer em uma das fotos visitando o parque temático que fica no estado americano da Flórida), a Internet Girl ou Internet Porn Girl (quando a polícia temesse que ela ainda estivesse sendo abusada da maneira descrita nas fotos que circulavam há muito tempo).

Por muitos anos, ela chegou a ser confundida com outra menina com aparência física similar, Kylie Nicole Freeman, que também foi vítima de um pai abusivo na mesma época que foi conhecida como Vicky (que muitos achavam que era seu nome real).

BiografiaEditar

Ela nasceu em Novoshakhtinsk, oeste da Rússia, em 1992. Pouco se sabe do pai biológico, mas informações dão conta que ele abandonou a esposa e filha. Após o fato, a menina passou ser criada por sua mãe biológica até os 4 anos, quando depois de sofrer de violência doméstica por diversas vezes, a mãe tentou esfaquear a própria filha na cabeça (ou no pescoço de acordo com outro relato) quando houve denúncia dos vizinhos às autoridades russas que interviram e tiraram a guarda da menina pela mãe. Foi na época que foi colocada em orfanato e a mãe visitava a menina, quando concordou fosse adotada por outra família nos Estados Unidos.

Em 1998, aos cinco anos, Maria Nikolaevna Ashenkova foi adotada por Matthew Mancuso que tinha 41 anos em um orfanato russo. Depois que Mancuso levou a menina adotada para Estados Unidos, a mãe biológica da menina nunca mais viu então sua filha. Após a adoção e receber novo nome, Mancuso levou para sua casa no pequeno vilarejo de Plum (oeste do Estado da Pensilvânia). O primeiro caso de abuso sexual contra ela foi quando ele dormiu com ela nu na cama em sua primeira noite em sua casa após sair da adoção. Nos cinco anos seguintes, Mancuso passa a abusar e explorar sexualmente em diversos estágios.

Foi na época que ela começou a deixar falar o idioma russo e passando pro idioma inglês. De forma a mantê-la magra e atrasar o início da puberdade para tirar fotos por muito tempo, Mancuso impediu a filha adotiva de comer junk food, massas e matérias vegetais. No lugar destas comidas, ele obrigava comer sanduíches de manteiga de amendoim. As assistentes sociais que foram responsáveis pela transferência da menina russa ao pai nos Estados Unidos nunca visitaram a residência pra saberem como estão o pai com a filha adotiva.

Ele começou a tirar fotos que no início, eram fotos típicas que qualquer pai tiraria de uma criança, com ela totalmente vestida, mas aos poucos ele começou a fotografá-la de calcinha e depois nua, para depois finalmente a abusar sexualmente. Ele manteve sob ameaça de não falar com ninguém, ao recompensar sua participação em sessões de fotografia com brinquedos e videogames, viagem anual à Disney World, inclusive acorrentando ela à parede em seu porão para algumas fotos de BDSM. De acordo com a própria filha adotiva, ele obrigou a partilhar o seu chuveiro centenas de vezes nu, fez passar por um casamento simulado.

Todo o material fotográfico de Mancuso eram divulgados na internet. Ele postou as imagens para compartilhar com outros membros de uma comunidade online de pedófilos e fãs de pornografia infantil. Nos anos seguintes, o material pornografo de Mancuso chegou ser apreendido pelas polícias do Canadá e Estados Unidos que investigavam e prenderam os pedófilos. Entre uns dos materiais divulgados mais conhecido foram a série de fotos realizadas em 2001, em que mostram a então menina não identificada sendo abusada no quartro, de acordo com as fotos sugere que seja em um quarto de hotel.

Em 2002, o material pornografo da menina no quatro de hotel foi apreendida pelas polícias dos Estados Unidos e do Canadá com a prisão de diversos pedófilos e fãs de pornografia infantil, o que fez com que autoridades americanas e canadenses a investigar quem é a menina não identificada.

No início de 2003, Mancuso começou a negociar em online, um grupo pedófilo interessado nas fotos da menina. O que ele não imaginaria que este grupo era infiltrado por agentes do Federal Bureal Investigation (FBI). Após conseguido o endereço IP do computador de Mancuso, em maio de 2003, agentes do FBI que fingiram serem pedófilos interessados e a troca de fotos da menina em uma operação secreta online invadiram a residência de Mancuso. Os agentes então prenderam Mancuso e encontraram a menina gravemente desnutrida devido a sanduíches de manteiga de amendoim, evitar vegetais e massas (era para retardar o início da puberdade) e surpreendeu os agentes do FBI ao confessar os crimes do pai adotivo. Quando a notícia saiu da imprensa, Mike Zaglifa, o sargento da polícia no subúrbio de Palos Heights em Chicago, afirmou à imprensa na época que havia conseguido o endereço IP do computador de Mancuso. O que o pessoal do FBI não sabia que tinham solucionado um crime desde final dos anos 90, pois acharam que era outro caso.

Após ser encontrada, a menina foi levada ao orfanato e menos de um ano foi rapidamente colocada com nova família adotiva, uma jovem que atendia pelo nome de Faith Elizabeth Allen, que em 2004, acabou adotando a menina que recebeu novo nome: Masha Elizabeth Allen. Em 2004, Mancuso foi condenado a 15 anos por acusações de pornografia infantil e de 35 anos por seu abuso contra a menina.

Em fevereiro de 2005, depois quase três anos sem resultados pra identificar a menina no quatro de hotel, as autoridades americanas tomaram a atitude incomum: divulgar fotos de quartos de hotel onde a garota havia sido abusada, com sua figura removida para que o foco fosse a identificação da cena do crime à imprensa e ao público. A divulgação no Canadá e Estados Unidos teve repecussão imediata e centenas de pistas nos dois países foram dadas que mais tarde foram descartadas. No entanto, uma delas resultaram na identificação do quatro à resort da Disney na cidade de Port Orleans na Flórida. Com isso, a menina não identificada ganhou infame apelido de Disney World Girl (A Garota do Disney World). Quando o caso começou a esfriar novamente, os detetives divulgaram uma foto de outra garota sentada no sofá vendo um objeto rosa (o que presume está jogando) que se acreditava ser uma testemunha material.

Em 15 de maio do mesmo ano, as autoridades do Canadá e Estados Unidos anunciaram que identificaram a Disney World Girl e que está salva e segura desde 2003, quando o pai dela foi preso por abusar sexualmente e deixar em estado deporável, sendo condenado a 15 anos de cadeia.[1] Não divulgaram o nome da menor (por motivo óbvio) e nem o criminoso, mas com a identificação e os crimes, ele foi condenado pela Justiça a uma pena maior: foi aumentada de 15 para 70 anos de prisão.

Em 2006, Masha Allen surpreendeu o público americano ao aparecer à grande mídia com seu rosto à mostra, contando sua história. Uma lei no seu nome reformou as leis de adoção, levando à sua repercussão internacional. Quando seu caso de abuso sexual teve repercussão na Rússia, a própria vítima escreveu ao presidente russo Vladimir Putin pedindo-o para não restringir as adoções de americanos por causa do caso dela. No entanto, o pedido não deu certo, pois depois do apelo dela surgiram nos anos seguintes novos casos de russos adotados e sendo agredidos ou abusados por americanos. Menos de uma década depois, o Caso Mark J. Newton e Peter Truong, em que um casal gay que molestou e abusou do filho adotivo russo (além compartilhá-o com outros pedófilos em outros países) fez com que a Rússia proibisse Estados Unidos e casais homossexuais de adotarem os russos.

Em 27 de maio de 2007, a Wikipédia em inglês decidiu em uma votação controversa remover o artigo sobre Masha Allen do site. Os usuários que votaram a favor alegaram que expor a situação sensível da então adolescente na Wikipédia era danoso e decidiram excluir o artigo sob alegação ela estava viva e por isso seu artigo seria uma "biografia de pessoa viva", um dos argumentos comumente usados pelos wikipedistas para remover o que consideram informações controversas, mesmo com fontes de diversos sites. De acordo da mentalidade dos usuários das Wikipédias, enquanto a pessoa estiver viva, informações que possam ser consideradas difamatórias não serão acrescentadas à sua biografia, ao contrário de falecidos. O site Pound Pup Legacy conseguiu fazer uma cópia a tempo,[2] enquanto a Web Archive tem a versão um pouco desatualizada.[3]

No entanto, depois que a Masha Elizabeth Allen aparecer junto com sua mãe adotada Faith Elizabeth Allen na mídia americana com que seu depoimento e sua vida normal, seus problemas pessoais vieram a torna, bem diferente a imagem que ambas mostraram ao público nos meses seguintes.

Em 7 de fevereiro de 2007, o advogado James Marsh, da cidade de White Plains (Nova York), entrou com uma notificação de reclamação em nome de Masha Elizabeth Allen (menina que foi adotada da Rússia por um homem da Pensilvânia, abusada e explorada sexualmente por cinco anos) exigindo que o condado de Allegheny, o Escritório de Crianças, Jovens e Família do condado, o Escritório de Serviços Humanos do condado, as Famílias United Network, Inc., inclusive a vários indivíduos associados a esses grupos, pagem a Masha até $100 milhões em danos por colocá-la com sua mãe adotiva, conhecida como Faith Allen.

De acordo como advogado James Marsh, o aviso de reclamação preservará o direito de Masha de processar as organizações e indivíduos a qualquer momento até que ela tenha 21 anos (em 2013). Ele afirma que a mãe adotiva dela a abusou fisicamente e a negligenciou, incluindo a retenção de tratamento médico e psiquiátrico importante que ajudaria a jovem vítima avançar em sua vida. Marsh se recusou a falar oficialmente sobre o aviso de sinistro.

De acordo com o pedido de indenização, Faith Allen (também conhecida como Lynn Ginn) sujeitou Masha a abusos físicos e mentais e não conseguiu obter para ela alguma forma de terapia consistente. A culpa, de acordo com o documento, recai diretamente sobre os ombros das instituições e organizações destinadas a proteger Masha por não investigar adequadamente Faith e sua capacidade de ser mãe de uma menina abusada sexualmente.

As ações de instituições e indivíduos "causaram danos físicos, psicológicos e emocionais substanciais à Masha, bem como danos compensatórios", afirma o processo de ação. "Os entrevistados... tinham o dever de Masha razoavelmente investigar e supervisionar qualquer possível lar adotivo para ela e de revelar totalmente ao tribunal e outros profissionais quaisquer preocupações possíveis antes de sua adoção. Os entrevistados tinham uma responsabilidade profissional para proteger Masha seus melhores interesses físicos, psicológicos e emocionais. Cada um desses deveres foi violado e violado, resultando em extensos danos contínuos a Masha.", diz o processo.

A alegação de Masha afirma que ela tem sido sujeita a abusos físicos e mentais desde que foi colocada com Faith pela primeira vez. Ela recebeu pouco ou nenhum tratamento de saúde mental e suas necessidades médicas básicas foram negligenciadas, apesar do abuso traumático que sofreu nas mãos de Mancuso. Masha mudou-se endereço nove vezes entre 2003 a 2007 e frequentou cinco escolas durante esse período.

Em abril de 2007, a ex-mãe adotiva Faith acusou o advogado Marsh de perseguição e assédio, conforme observado em uma declaração apresentada por Paulette "Skeet" Roy, deputada do Condado de Douglas, Geórgia, Gabinete do Xerife.[4]

Em 2013, já com 21 anos, ela voltou à atenção da mídia americana novamente ao se tornar pública a informação de que estava pretendendo processar todos os americanos que viram suas fotos sendo abusada quando era criança. Ela exigiria indenização em dinheiro. Como as fotos que foram tiradas quase 20 anos atrás continuam a circular na internet, ela decidiu atacar o bolso dos criminosos com esse processo.

A iniciativa dela, além de dividir opiniões, foi alvo de polêmica e muitas críticas, pois ela foi acusada de querer se aproveitar para lucrar com as infames fotos tiradas pelo pai abusivo. Segundo os críticos, ela quer obter lucro das suas fotos aprendidas pela polícia dos criminosos condenados por pedofilia, enquanto outras vítimas do mesmo crime não optaram por este processo.

Após a polêmica em 2013, Masha Allen não apareceu mais na mídia americana e internacional e pouco sabe o que aconteceu com ela. Alguns alegam que ela pretende ter seu direito de ser esquecida.

Salsa

Ver tambémEditar

  • Caso Mark J. Newton e Peter Truong, caso semelhante e mais chocante sobre um casal gay que foi preso por abusar do filho adotivo, além de compartilhá-lo com outros pedófilos. (O escândalo foi ignorado pela mídia internacional).

FontesEditar