Marketing

Marketing é uma palavra que muitas pessoas gostam de usar mas que quase ninguém sabe o que significa (que nem fascismo).

Assessora da Anitta ensinando o que é marketing.

Existem universidades de marketing, departamentos de marketing, gestores de marketing, equipes de marketing, marketeiros e mais um monte de outras merdas que não servem para nada pois ninguém sabe exatamente o propósito do marketing e os próprios profissionais da área têm dificuldades em justificar a sua existência.

É evidente que, por motivo da palavra ser de origem inglesa, os gerentes de marketing gostam de usar e abusar do termo apenas para parecer que sabem de alguma coisa. Eles têm uma fala que, se analisada, é bastante rasa, mas convincente. Usam e abusam de termos como identidade de marca, branding (que é a mesma coisa), consolidação de mercado, posicionamento de marca, fidelidade do consumidor, gestão de relacionamento com o cliente, relações públicas, marketing de experiência, marketing de produto, marketing de relacionamento, marketing financeiro, marketing interno, marketing internacional, marketing emocional, marketing digital, marketing B2B, B2C, MEUPAUDEÓCULOS2C, estratégia de marketing, oportunidades de mercado, tendências, os quatro 4 Ps, os 3 Cs, os 3 Is, os 8 Ps, os 34 Pênis, e um monte de outras porcarias.

Tudo isso para quê? Para convencer o CEO de uma empresa a gastar 3 milhões de dólares para estampar o seu logotipo em um carro de Fórmula 1. E funciona, porque a principal habilidade de um marketeiro é a lábia. Nesse sentido, eles não são muito diferentes de golpistas; a única diferença é que golpistas sabem que estão cometendo um ato ilícito (ou, ao menos, antiético).

Então, o que de fato é o marketing?Editar

 
Note como o marketing realça as características positivas dos produtos sendo comercializados. Os atributos são melhor do Brasil, coelhinha ou miss; em vez de deformou os peitos com silicone, já rodou mais de 1000 km de pica ou já teve seu auge, 15 anos atrás.

Se você procura uma definição séria e precisa do marketing, deve olhar nada mais nada menos que na Associação Americana de Marketing, só que você precisará fazer isso pontualmente porque a cada quatro anos eles mudam o termo porque o marketing está sempre evoluindo e se desenvolvendo, uma das frases perfeitas para um gerente de marketing utilizar para ludibriar mais um cliente em um contrato de 1 milhão de dólares cujo retorno vai ser insignificante - e o marketeiro vai dizer que é imensurável já que é necessário manter a marca no imaginário das pessoas, justificando qualquer ato de exposição, e blá blá blá, ignorando que as pessoas veem mais de 8000 anúncios todos os dias e mesmo que assistam o mesmo anúncio 10 vezes no mesmo dia, a retenção ainda é de 10% no melhor dos casos.

No momento em que este artigo está sendo escrito (maio de 2021), a definição da AMA é de que o marketing "é a atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, distribuir e efetuar a troca de ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e a sociedade como um todo".

Recentemente, eles adicionaram o termo "sociedade como um tudo" à frase, isso porque hoje em dia as empresas não servem apenas para fornecer produtos e serviços de interesse geral, afinal, isso seria muito fácil e tranquilo de se entender. Hoje em dia, espera-se que uma empresa torne o mundo um lugar melhor... Em uma sociedade capitalista... Na época em que os consumidores estão cada vez mais egoístas e compulsivos.

De fato, isso fala mais a respeito da sociedade do que das empresas. A ideia de se pagar de bonzinho nas redes sociais e de sinalizar virtude se tornou tão comum que se espera que as próprias empresas o façam. Um exemplo claro disso é o case (outra palavra em inglês usada por marketeiros e publicitários para se sentirem inteligentes) da Apple, que removeu os carregadores de sua nova linha de iPhone 12, alegando que fez isso para "ajudar o meio ambiente" pois os carregadores geram muito "lixo eletrônico",[1] sendo que o carregador é um componente essencial para o funcionamento do aparelho.[2] É claro que os Macfags aceitaram mais essa enrabada da Apple, mas isso é um belo caso de uma empresa querendo pagar de boazinha, preocupada, ecológica, santinha, sendo que só quer meter mais dinheiro nas cuecas - e o mais ofensivo disso é que o iPhone já é caro pra caralho e é produzido com serviço escravo na China, para que tanta mesquinharia? Talvez eles estejam mantendo o Steve Jobs congelado em uma câmara, assim como fizeram com o Walt Disney, o que explica o judaísmo da Disney também.[3]

Se o significado de marketing fosse apenas os processos para distribuição e divulgação de produtos, nenhum marketeiro conseguiria enrolar os CEOs idiotas de empresas, pois qualquer criança coloca uma banquinha de limonada[4] com um lettering anunciando a venda, e isso já resolveria todas as questões do marketing: temos o produto (limonada), o preço (no lettering, baseado na demanda local, ou melhor, no que a criança acha que vale, normalmente 1 pila), a prassa (em frente à casa da criança, provavelmente) e a promoção (se for uma loli, é só ela ficar de shortinho que logo aparecem uns pedofags para comprar até mais que a limonada). No entanto, o marketing não é simples assim, e existem milhares de teorias para explicar por que você compra alguma coisa. Spoiler: nem você dá uma foda para isso, você só quer comprar, porra.

HistóriaEditar

Existem dois tipos de abordagens quando tratamos de marketing: a origem do marketing como conhecemos hoje, e a origem do pensamento e estudo do marketing, isto é, quando que o pessoal começou a virar marketeiro. O marketing como prática existe desde a antiguidade, quando as pessoas perceberam que conseguem vender suas coisas dando aquele "empurrãozinho" a mais em seus clientes. Os clientes, por sua vez, praticavam a arte da pechincha - inexistente hoje em dia no mundo digital salvo por negociações diretas - que se tornou uma arte milenar passada de geração em geração.

No entanto, o estudo do marketing só começou logo depois da Segunda Guerra Mundial por causo do boom econômico que fez com que os empresários competissem entre si e, logicamente, começassem a se questionar sobre o que fazer para que os consumidores escolhessem o seu produto e não o da concorrência. A resposta: mulher gostosa anunciando. Apesar de que já existia um mercado de publicidade nos jornais, rádios e praças públicas, os anúncios só se tornaram super produções com o surgimento da televisão, prática que perdura até hoje: o mercado de publicidade move bilhões de papel moeda todo ano, tudo para produzir anúncios de TV que ninguém assiste (porque ninguém assite TV) e para interromper o seu vídeo no YouTube (caso você seja burro de não utilizar o AdBlock[5]).[6][7]

Versão brasileira: ÁlamoEditar

A palavra marketing surgiu nos Estados Unidos e, logicamente, foi importada para o Brasil para que depois os esquerdistas reclamem do imperialismo americano. Em meados de 1954, começou-se a organizar os primeiros cursos de marketing no Brasil, só que surgiu um dilema: como traduzir marketing? Surgiram, então, algumas palavras equivalentes em português: mercadologia, mercadização e mercância. Nem preciso dizer que a última parece nome de doença vaginal, então mercadologia passou a ser usado. Só que, obviamente, isso não colou, afinal, você conhece alguém que usa esse termo? Provavelmente não. O irônico disso tudo é que os professores que trouxeram o marketing dos EUA e que organizaram os cursos acharam que a palavra "marketing" não iria difundir bem na língua portuguesa e por isso optaram por traduzir. Ou seja: os professores de marketing cometeram um erro de marketing.[8]

Conceitos de MarketingEditar

Como já dito acima, se o marketing fosse algo simples, seria difícil ludibriar os CEOs, por isso existem várias teorias que tentam explicar como realizar uma estratégia de marketing bem sucedida, o comportamento do consumidor e por que alguém compra alguma coisa.

Os 4 Pênis do MarketingEditar

Jerome McCarthy introduziu os 4 Ps do Marketing em seu livro que ninguém se importa porque tem 800 páginas.[9] São eles:

Na verdade, não, se fosse isso, seria interessante. Na verdade, os 4 Ps se referem a:

  • Produto: o produto em si, que não é limitado a um objetivo físico. Venda de serviços como um boquete também são considerados produtos;
  • Preço: é necessário cobrar um preço pelo produto. Muitos profissionais do marketing acreditam que o cálculo do preço é baseado no que o empresário acha que vale, ie, se você tem um produto barato, então você se posiciona como algo de pobre, enquanto que algo caro já serve aos ricos. Acontecem que eles ignoram todo o sistema básico de oferta e demanda da economia, como se o marketing conseguisse vender qualquer produto magicamente;
  • Prassa: também conhecido como "ponto de venda",[10][11] que obviamente é o local físico em que se vende tal produto (por exemplo: um beco atrás do posto à noite caso você queira comprar um boquete a 10 reais de uma menina de 9 anos). Se tornou automaticamente obsoleto com a existência da Internet, de fato, desde aquela época era obsoleto, pois se era possível contratar serviços através do telefone;
  • Promoção: não é a promoção de QUEIMA DE ESTOQUE, mas sim, no sentido original da palavra, isto é, promover; são as estratégias para se promover esse produto, já que não basta simplesmente abrir uma loja no meio do nada e esperar clientes. No Brasil, pelo o fato do brasileiro ser pobre e fudido, ele sempre fica bastante atento ao preço das coisas. Por isso, uma das principais maneiras de se ter uma promoção para um produto no Brasil é através de descontos e ofertas, então acabou que a palavra "promoção" se tornou sinônimo de desconto. É claro que as empresas são mais espertas que isso, promovendo descontos falsos, já que outra característica do brasileiro é a sua dificuldade em pesquisar as coisas a fundo, a Black Fraude está aí de prova.

Apesar de os 4 Ps serem a base para qualquer estratégia de marketing, hoje em dia todos ignoram essa teoria e simplesmente impulsionam postagens nas redes sociais, e você acredita que existem profissionais que são pagos para impulsionarem postagens? Sim, a profissão dos caras é dar dois cliques e depois exibir analytics para mostrar resultado a seus chefes - e na maioria dos casos, a taxa de conversão é pífia, mas hey, teve mil likes a postagem, então com certeza mereço uma promoção!

Marketing 3.0Editar

Philip Kotler, um dos deuses gregos do marketing, e mais outros dois caras com nomes difíceis demais para se pronunciar, escreveu em 2010 um livro tentando separar o marketing em fases.[12] Como já foi dito anteriormente, o marketing está constantemente mudando (já parecemos marketeiros de tanto repetirmos isso), e considerando que a toda semana surge novos termos no marketing, fica difícil fazer uma separação precisa das fases do marketing. Para isso, Kotler rotulou a ideia de Marketing 1.0, 2.0 e 3.0. Assim como Web 2.0, é só mais um termo inventado para tentar separar em etapas as evoluções lógicas de um meio.

Marketing 1.0Editar

Nos tempos mais simples, se você queria vender um produto, bastava produzi-lo e vendê-lo, não precisava perder tempo com embalagem, estratégia de marketing, identidade visual, posicionamento de marca, missão, valores e visão da empresa, etc. Se alguém quisesse comprar leite, você podia vender uma caixa escrito "leite" que todos saberiam o que é e comprariam.

Esse método de marketing era inteiramente voltado para o produto, e o consumidor que se foda. Os produtos eram básicos e tinham o mero propósito de servir o mercado de massa, ou seja, os normies. Não havia estudo sobre decisão de compra, o objetivo era maximizar os lucros reduzindo os custos de produção. Não se preocupava com estética, o produto era estritamente funcional - e deveria ser até os dias atuais.

Contrário do que você deve imaginar, o Marketing 1.0 foi a principal forma de marketing por um longo tempo desde a revolução industrial. De fato, muitas empresas ainda utilizam esse modelo de marketing, isso porque é o modelo mais eficaz para vender e comprar um produto, já que não precisa aturar balela de gestor de marketing nem nada do tipo.

Um dos inovadores nesse tipo de marketing foi Henry Ford, com seu modelo de produção automatizado. O seu marketing era puramente focado no produto, tanto que até na hora de medir a segurança dos carros ele economizava ao comparar o preço de se adicionar peças de segurança com o de processos que sofreria de pessoas acidentadas.[13]

Marketing 2.0: Electric BoogalooEditar

 
Nos anos 1970, surge o marketing baseado na emoção.

Quando os empresários descobriram que é possível explorar a emoção e sentimentos das pessoas para vender coisas para elas, surgiu o Marketing 2.0, também conhecido como "marketing voltado para enganar o consumidor". O divisor de águas desse marketing foi a onda de tecnologia da informação. O cliente, agora, está cada vez mais informado e inteligente. Ele já não é mais um analfabeto funcional. Por isso, ele pode comparar diferentes produto - apesar de que a única coisa que os consumidores comparam é o preço, testes cego nos mostram que nem pelo gosto, cheiro ou textura eles sentem a diferença.

Outro fator que influenciou o Marketing 2.0 foi o excesso de ofertas de produtos. Já não se tem mais um tipo de leite no mercado, tem vários tipos, então, para diferenciar os tipos de leites, foi necessário dar ênfase para a marca produtora do leite, com maior atenção na identidade visual da embalagem, mesmo em casos em que o produto é exatamente o mesmo, como a gasolina, por exemplo,[14] ou quando o produto não tem fidelidade de marca nenhuma - de fato, o leite, assim como vários outros produtos, acabam ganhando uma falsa fidelidade, já que as pessoas compram a mesma marca sem motivo, só porque estão acostumadas.

No Marketing 2.0 os profissionais de marketing não querem apenas vender os produtos, eles querem atingir o coração e a mente do consumidor - para, assim, atingir seu bolso. Um cliente fiel que volta a comprar no mesmo lugar é o objetivo dos marketeriso dessa época. O próprio Kotler admite, no entanto, que a abordagem centrada no consumidor pressupõe implicitamente que os clientes sejam alvo passivo das campanhas de marketing - diferente de hoje em dia que os clientes podem cancelar no Twitter uma marca que faça campanhas vergonhosas.

Marketing 3.0: ResurrectionEditar

Agora, as empresas não têm mais o objetivo de simplesmente satisfazer a demanda de seus clientes, elas têm um objetivo muito mais importante: fazer do mundo um lugar melhor... Mesmo se for TE FODENDO ao remover os carregadores das embalagens de smartphones (outras empresas estão copiando a Apple, que merece os parabéns por fazê-las descer a seu nível).[15]

O Marketing 3.0 é definido por três questões importantes: a nova onda de tecnologia, ou seja, The Internet is for Porn; o paradoxo da globalização, que une o mundo inteiro economicamente mas indiretamente incentiva o nacionalismo; e, por fim, a ascensão da sociedade criativa, isto é, a quantidade de novas pessoas desenhando putaria para o Hentai Foundry e escrevendo fanfic de sacanagem ou escrevendo merda na Wikinet.

Tudo isso criou uma nova espécie de consumidor, que visa a participação, ou seja, ele quer contribuir para a missão da empresa, além do trabalho de 9 às 5 que ele já sacrifica para ganhar seu salário mínimo. Mas que missão seria essa, você pergunta? A de fazer do mundo um lugar melhor.

Kotler explica que a missão de uma empresa deve ir além do que a empresa meramente é, não deve ser restrita a um produto ou até mesmo a uma área de serviços, já que o mundo está constantemente evoluindo e a Internet já derrubou o mercado de 80% dos antigos produtos e serviços.

Outro item que a empresa do Marketing 3.0 deve ter é a visão, ou seja, como a empresa se enxerga no futuro - além de podre de rica em um mercado monopolizado por ela, que é o que todo CEO quer.

E por fim, você tem os valores da empresa, que são uma série de instituições aplicadas no interior da empresa para que seus funcionários sigam a missão da empresa - como se eles dessem uma foda para qualquer coisa além do salário mínimo e dos benefícios do sindicato. A maioria das empresas contém missão, visão e valores escritos, mas só o fazem por dever de casa porque, na prática, os CEOs tão cagando para tudo que não seja o lucro, eles apenas divulgam uma imagem pública boa para a empresa para não atrair nenhuma controvérsia desnecessária nas redes sociais - a única exceção à regra é quando a empresa gera controvérsia por lacração, aí pode, já que está sinalizando virtude.

Ver tambémEditar

Salsa

  1. Apple tira carregador e fones das caixas de todos os iPhones; carregador de 20W agora é vendido avulso
  2. Procon-SC também notifica Apple por remover carregador da caixa do iPhone: o consumidor tem a expectativa de que o celular virá acompanhado do adaptador de energia, já que ele é essencial para o uso do produto.
  3. Is Walt Disney's Body Frozen?
  4. Ou de ajuda terapêutica.
  5. Na verdade, você deveria usar o uBlock, mas eu dou um desconto caso você use AdBlock. Agora, não usar nada é um absurdo.
  6. Investimento em publicidade cai 20% em ano de pandemia; TV perde R$ 2 bilhões, contém tabelas com receitas do mercado publicitário brasileiro.
  7. Revenue of the U.S. advertising industry 2004-2019, investimento publicitário no mercado dos Estados Unidos.
  8. RICHERS, Raimar: O que é marketing (1991)
  9. MCCARTHY, Jerome. Basic Marketing: A Global Managerial Approach.
  10. E, se você acha caralho, como este Jerome McCarthy é foda, que genial pensar que a praça é importante... Um viado italiano lá da Idade Média, Albertano de Bréscia  , já tinha dito isto há mais de 8000 cerca de 800 anos atrás: Fer messes tuas ad magnas civitates quamvis vilius ibi vendere putes http://www.intratext.com/IXT/LAT0673/_P10.HTM
  11. Quer saber a tradução? Joga na porra do Google tradutor, porra.
  12. KOTLER, Philip. KARTAJAYA, Hermawan. SETIAWAN, Iwan. Marketing 3.0: as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano.
  13. Justice: What's The Right Thing To Do? Episode 02: "PUTTING A PRICE TAG ON LIFE", em 6:38
  14. Nesse caso, o que muda de posto para posto seria o atendimento. Existem postos com vários frentistas que te dão atenção, enquanto que outros postos tem apenas um frentista e um bandido que assalta carros de meia em meia hora.
  15. Samsung também cogita remover carregador dos seus smartphones em 2021