Eu Não Mereço Mulher Preta

Print da comunidade polêmica em 14 de fevereiro de 2015.

Eu Não Mereço Mulher Preta foi uma controversa comunidade que existiu no Facebook de fevereiro até meados de abril de 2015 que foi acusada de ser racista. O responsável pela criação foi Gustavo Guerra, à época morador da cidade de Caxias do Sul.

Print da SOS Racismo denunciando a comunidade pela postagem polêmica em fevereiro de 2015.

Nessa mesma época (fevereiro a março de 2015) surgia outra polêmica comunidade no Facebook chamada Senzala Maneira, que também foi acusada de ser racista, a favor da legalização do estupro contra Dilma Rousseff (que mau gosto), além de vendas de crianças negras.[1][2] A controversa comunidade foi suspensa após inúmeras denúncias.[2]

HistóriaEditar

A "Eu Não Mereço Mulher Preta" original foi criada no início de fevereiro.[3] No entanto, de acordo com a reportagem publicada pelo JCNET no dia 18 de fevereiro, internautas consultados pelo site que a denunciaram receberam a resposta de que a página "não violava os padrões de comunidade".[3]

No entanto, em 14 de fevereiro, a comunidade, que contava com mais de mil curtidas, foi retirada do ar por "violação dos termos de uso" após uma reavaliação.[3]

Em 18 de fevereiro, o advogado paulista Thyago Cézar acionou a Justiça para que a página fosse derrubada e que o responsável fosse identificado e punido.[3] "Também pedi para identificar as mais de mil pessoas que curtiram a página e compactuaram com aquilo. Se eles curtiram a página, eles são tão criminosos quanto quem a criou", disse ao site JCNet.[3]

No entanto, no dia 22 de fevereiro, duas páginas com o mesmo título foram criadas.[4] "A nossa última página caiu, portanto criamos outras [duas]. Não iremos nos deixar calar pelo politicamente-correto", escreveu o responsável pela página Gustavo Guerra Rizzotto.[4] Mais de 100 curtidas já tinham sido registradas até o fim da manhã. Nestas novas páginas, Guerra teria a ajuda de uma moça de nome Ivana Herlovitch.[4] Em uma das postagens, ele disse "Eu, Gustavo guerra, o grande aiatolá da raça branca, em breve voltarei, estou fazendo novos vídeos, aguardem!".[5]

Para rebater a discriminação, uma outra página foi criada com o nome ‘Denunciar o nazista Gustavo Guerra’. Entre as publicações, uma ativista aparece em um vídeo falando sobre o racismo e lembrando que os posts da página racista se configuravam como crime.[6]

No dia 26 de fevereiro, as duas comunidades foram tiradas do ar.[5] Apesar disso, a partir de um mês depois até abril, a página continuou a ser criada e derrubada por diversas vezes.[7]

Salsa

FontesEditar