Dani Schwery

Dani Schwery
Daniela Schwery.jpg
Nome realDaniela Schwery Herculano dos Santos[1]
ApelidosDani
Nascimento23/03/1981 (40 anos)[1]
São Paulo, SP
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Daniela "Dani" Schwery Herculano dos Santos é uma articulista, promotora de eventos, gerenciadora de redes sociais, ativista e ex-política brasileira que até metade de 2015 era pró-PSDB, direitista e anti-petista, quando resolveu trair o movimento ao se entregar totalmente à esquerda denunciando falsamente os grupos envolvidos no impeachment da Dilma de serem financiados por políticos e empresários (denúncias para as quais ela nunca apresentou as provas), incluindo a sua união com Lola Aronovich e Jean Wyllys, o que fez ela ser repudiada pelos direitistas e perder toda a influência que ela tinha nas redes sociais.

Ficou conhecida na internet brasileira em 2012 por fazer campanha eleitoral diferente sem usar os gastos, interagir com internautas sobre comédia e política na internet, como também declarações controversas contra a esquerda que muitas vezes constrangia o PSDB, resultado nefasto da polarização entre tucanos e petistas que vinha desde primeira metade dos anos 90. Até se desfiliar do PSDB, Dani Schwery nunca teve cargo, seja comissionado, seja por nomeação, tampouco foi assessora de algum político.

Segundo Emerson Eduardo Rodrigues, uma figura polêmica da Internet, Dani Schwery foi namorada dele entre 2014 e 2015. Nessa época, era então candidata a deputada estadual do PSDB por São Paulo, e ela a teria ajudado ao passar informações sobre Carla Zambelli e Joice Hasselmann. Em 2015, ele teria tido relações sexuais com ela num motel e algum tempo depois, o namoro entre eles acabou.

BiografiaEditar

Antes de 2012Editar

Daniela tem formação de bacharel em direito pela UNIP , extensão em direito tributário pela FGV , pós-graduação em marketing além de ter passagem pela Aster Petróleo (COPAPE) e Unilever.

Tornou-se conhecida por ser uma das primeiras pessoas a usar a internet para fazer campanha política quando pouquíssimos comentavam sobre política nas redes sociais, usando um toque de humor para tecer suas críticas sociais, incitando a curiosidade do público.

2012Editar

Em 2012, foi candidata a vereadora pelo PSDB na cidade de São Paulo, mas sua campanha foi polêmica: antes de lançar candidatura, ela se desentendeu com o partido sobre a cobrança indevida de taxa de inscrição que se recusou a pagar, e decidiu fazer uma denúncia através de um boletim de ocorrência lavrado na delegacia da zona oeste de São Paulo. O fato foi inicialmente noticiado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o que causou grande repercussão e fez com que o então candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra, se explicasse publicamente acerca do ocorrido. Após o desentendimento com o partido, conseguiu sair candidata a vereadora sem pagar a taxa de inscrição (o que beneficiou vários outros candidatos, inclusive de outros partidos, pois muitos saíram a público e denunciaram a prática das "compras de legenda").

Então, em campanha, lançou seu primeiro vídeo amador, realizado com amigos de infância, sem custos com agências de marketing. Ele viralizou pelas redes sociais, se tornando conhecido como "wololo" e virando o assunto mais procurado acima do então candidato José Serra e da então presidente Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo que recorria aos vídeos, ela escrevia em seu blog, onde tecia suas análises, expressava seus comentários jocosos e interagia com os internautas, o que não era prática comum entre os políticos na época. Seu blog era popular por muitas vezes foi o assunto mais procurado pelos sites de buscas, prática inédita por se tratar de uma política.

Foi a primeira pessoa a usar as redes sociais para fazer campanha eleitoral sem gastos e sem "santinhos". Recusou fundo partidário e doações e foi firme contra o que chamava de "esquerdopatas", "esquerdantes", "esquerdalhas", o que definia como estereótipos dos extremos, não sendo adepta também da "direitalha", mas naquele momento mirou as críticas contra a agressiva esquerda, utilizando "memês" e os gritos de guerra "Fora PT", "Fora Dilma e leve o PT junto", entre outros, denunciando a presença da MAV (militância em ambientes virtuais) e das linhas extremas da esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PSTU, Partido Pirata) que forjavam dados. Era agressiva contra aqueles que discordavam, sendo xingados de fascistas, Hitler, nazistas, higienistas, coxinhas e demais apelidos ao mesmo tempo que recorriam ao politicamente correto. Fazia boletins de ocorrência de todos os perfis, representando, mas não prosperou por se tratar de usuários com perfis falsos, a maioria com o símbolo da foice-e-martelo, bandeiras vermelhas com estrelas, entre outros símbolos esquerdistas. Na época, a polícia não conseguia investigar pois as redes sociais mais conhecidas não tomavam atitude, se recusando a passar os dados daqueles que usavam as redes sociais como método de desconstrução de imagem com dados falsos baseando-se na premissa da proteção de dados pelo acordo de confidencialidade.

Perseguida pelos militantes diversos, incluindo do próprio partido que a considerava uma ameaça, não recuou mesmo após muitos insultos e ameaças que se estendiam à sua família, hackers invadirem sua privacidade divulgando dados pessoais e por vezes íntimos, e milhares de negativadas em seus vídeos. Lançou o segundo vídeo com os dizeres "Voltei, I´m back!", o que constrangia o PSDB, que não deram nenhum respaldo. O segundo vídeo se tornou conhecido como "chá de fita", onde a pessoa que usava uma substância entorpecente passava a agir como um militante vermelho. Tanto no primeiro vídeo quanto no segundo ficava uma dúvida se as cores azul e vermelho eram para evidenciar a (falsa) rixa entre PT e PSDB, o que mais tarde foi entendido como uma alusão a esquerda vs. direita, visto que Daniela Schwery acredita no pacto das tesouras e posteriormente lançou outro vídeo elucidando a questão, e sempre disse que recorreu ao PSDB por vê-lo como o "menos pior", deixando claro que era também mais um partido de esquerda e que seu sonho era que existisse um partido verdadeiramente de direita no Brasil (conforme um vídeo feito numa privada, em que ela se referiu o barulho da descarga como mais um militante barulhento incomodando).

"Chá de fita" não foi menos noticiado que o primeiro. Foi criticado pela Carta Capital, Revista Fórum e todos os sites da Internet que Dani Schwery dizia estarem aparelhados para uso de campanha política baseada na desconstrução de imagem a mando especialmente do PT, que caminhava junto a outros 23 partidos que seriam os "seus puxadinhos", com o uso de verba pública, o que foi comprovado anos depois. Na época, a chamavam de lunática conspiratória. Através da sua campanha, Dani denunciou essa prática por conta dos partidos (incluindo o próprio PSDB).

Na mesma época, ela provocou polêmica ao postar no Facebook uma piada (no mínimo sem graça) sobre os usuários do Bolsa Família morrendo no desabamento de um prédio. Diante da reação negativa de seus seguidores, ela decidiu excluir a postagem. Quando os sites pró-petistas souberam dessa polêmica, eles a acusaram de um monte de crimes que ela não havia cometido.[2][3] O blogueiro Renato Rovai a adjetivou de todos os apelidos utilizados pela militância extrema da esquerda, incluindo "fascista" e sugeriu que ela fosse amante do candidato José Serra.[4] Os ataques foram uma forma de tentar descrever Daniela, Serra e o PSDB como "extrema-direita", mais uma prova de manutenção da falsa polarização "PT-PSDB" pela mídia e partidários adestrados para manter o acordo secreto entre os partidos.

Ao saber da postagem de Renato Rovai, ela não se intimidou e fez um contra-ataque intensivo nas redes sociais, com piadas, mais memes e artigos, além de reclamar seu direito de resposta e dizer que foi a melhor matéria que já tinha visto na Carta Capital, a única que rendeu alguma venda do que chamava de panfletinho petralha por dar as duas primeiras páginas de destaque a ela, completando que a "presidenta" deles, Dilma Rousseff, não renderia tanta mídia assim porque não era um assunto interessante. Teve sua resposta publicada pelo próprio blogueiro, ou cobraria indenização do panfletinho.

Quando se achava que a campanha estava tranquila, publicou uma piada e se tornou alvo novamente. Embora não tenha sido eleita, ela conseguiu o cargo de suplente entre 2013 e 2016.

2013Editar

Em 2013, mesmo sem ser candidata, continuou ativa e combateu a utilização das manifestações de 2013 exclusivamente pelos militantes extremos da esquerda, em especial o Movimento Passe Livre, a famosa manifestação dos R$0,20. Dani Schwery articulou uma contramovimentação e as ruas foram tomadas de verde e amarelo, onde o mote "o Brasil não é vermelho" se tornou popular. Não era da autoria dela, mas se popularizou a partir daí, quando se falava em protestar sem depredar.

Daniela denunciou os black blocks junto à ativista Isabella Trevisani (que ficou conhecida como "Fadinha" ou a "Sininho do bem", um contraponto à Sininho do PSOL). Ambas levaram à delegacia um dossiê dos manifestantes que depredavam e recebiam dinheiro de políticos. Levaram o assunto também ao conhecimento do governador Geraldo Alckmin, que nada fez, o que rendeu a ele boicotes por parte da própria Polícia Militar e o apelido "picolé de chuchu".

No mesmo ano, ela combateu o aumento do IPTU , interrompendo uma sessão na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Naquele ano, não houve aumento do IPTU.

2014Editar

Em 2014, Dani Schwery se candidatou a deputada estadual de São Paulo pelo PSDB[1] (chegou quase a ser impugnada pela Justiça Eleitoral). Ela fez uma campanha igualmente polêmica à de 2012, promovendo adesivaços "FORA Dilma e leve o PT junto" pelo Brasil todo, o que rendeu críticas diversas, sendo noticiada no Yahoo! Notícias, ação essa que a então a presidente Dilma Rousseff pediu junto ao TSE para parar e perdeu.

Uma semana depois de começar as eleições, ela provocou polêmica ao politizar a morte por desastre aéreo do candidato à presidência Eduardo Campos (PSB). Ela disse que a morte dele não tinha sido acidental e teria ocorrido a mando de Dilma Rousseff.[5] Após o episódio, voltou ser alvo de desconstrução de sua imagem. Disseram que ela havia forjado um Twitter, o que rebateu e comprovou que ser falso. Na realidade, ela é que foi alvo de um Twitter falso junto ao vocalista Roger Rocha Moreira do Ultraje a Rigor: ambos foram atacados pelo perfil da Oral B, empresa que posteriormente se desculpou pelo ocorrido e explicou que de fato aquela conta do Twitter era de propriedade deles, mas que havia sido invadida e não exprimia a opinião da empresa.

Dani Schwery começou a namorar com Emerson Eduardo Rodrigues,[6] uma polêmica figura da Internet. Segundo denúncias de pessoas que foram próximas dela na época, o namoro tinha forte oposição de seus amigos e familiares próximos devido ao passado duvidoso dele (ele é um ex-presidiário da Operação Intolerância  em 2012). O namoro fez com que amigos e familiares se afastassem dela.

Na época de sua candidatura a deputada federal pelo PSDB, Schwery ajudou passar informações sobre a ativista Carla Zambelli e a jornalista Joice Hasselmann a seu namorado depois que passou proteger "o seu bandido de estimação".[6] Após as eleições, ela obteve 1.101 votos e ficou suplente, mas não se elegeu.[1] No fim do ano, ela começou a atuar pelo pedido de impeachment da reeleita Dilma Rousseff, sendo umas das pessoas que abriu evento no Facebook com mais de 500.000 confirmações.

Foi na época que Dani Schwery fez boletins de ocorrência alegando estar sendo ameaçada pela mesma pessoa que ameaça pela internet, Joice Hasselmann, Carla Zambelli e o professor Olavo de Carvalho.[6] Na verdade, ela fez falsos boletins de ocorrência em uma tentativa de proteger seu namorado Emerson Eduardo Rodrigues (responsável pelas ameaças contra os mencionados) e a sua tentativa foi descoberta.[6]

2015Editar

Na metade de 2015, Dani Schwery foi a primeira pessoa a denunciar em sites esquerdistas a utilização dos ditos movimentos para capitalizar as pessoas para as tornarem militantes, descaracterizarem o desejo do povo e conduzirem a opinião pública com abuso de poder econômico e uso de verbas sem que houvesse comprovação da origem e prestação de contas. Ela era contra patentear o uso do termo "vem pra rua", que tinha se popularizado em 2013 no episódio dos R$0,20 para benefício partidário.

Mais tarde, denunciou a venda dos apoios para o impedimento apenas da presidente Dilma Rousseff, quando a vontade do povo era que houve o impeachment da Dilma e do vice Michel Temer conjuntamente para que ambos perdessem o Foro Privilegiado e fossem ambos julgados na justiça comum, o que acarretaria em novas eleições. Recusou-se a se alinhar aos movimentos para fazer frente ao pedido de impeachment da Janaina Paschoal, Miguel Reale e Hélio Bicudo, pois para ela, PT e PMDB haviam pedalado nas contas fiscais igualmente e essa prática não era golpe sob o ponto de vista jurídico, mas certamente uma "gambiarra" para pôr na situação os partidos supostamente inocentes. Novamente, foi considerada lunática e conspiratória.

Diante das acusações contra indivíduos que queriam o impeachment da Dilma, aliadas às diversas traições ao movimento, Dani Schwery começou a ser repudiada pelos tucanos e direitistas, sendo acusada de ser parte da "falsa direita". Foi nessa época que ela rompeu com movimentos tais como Vem Pra Rua (VPR), Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados On Line, NASRUAS, juntamente à sua frágil relação com o PSDB (ao se desfiliar do partido). Segundo denúncias de tucanos e direitistas, ela foi cooptada e se entregou totalmente à esquerda ao denunciar falsamente os grupos envolvidos no impeachment de serem financiados por políticos e empresários, incluindo a sua união com Lola Aronovich e Jean Wyllys.

Foi também nessa época que o namoro de Dani Schwery com Emerson Eduardo Rodrigues chegou ao fim.[6] Ele mais tarde disse ter tido relações sexuais com ela (presumidamente usaram preservativos) num motel antes da traição dela à direita.

Depois de 2015Editar

Depois de cair em desgraça nas mãos do público tucanista e direitista por se entregar à esquerda e fazer denúncias aos sites esquerdistas contra os grupos envolvidos no impeachment, ela passou a adotar discursos esquerdistas em que condenava seu passado.

No entanto, em meados de 2017, um ano depois que os esquerdistas que haviam ajudado sem sucesso a denunciar irregularidades no impeachment, ela voltou atacar a esquerda e os petistas, o que fez com que ela fosse repudiada pela esquerda, entrando em uma galeria de pessoas repudiadas tanto pela direita e pela esquerda.

Em 2018, ao atacar lulistas e bolsonaristas, o que demonstra sua crise de identidade política, passou ser alvo de ataques dos seus eleitores.

Em 2019, se casou e teve primeiro filho.

NotasEditar

Salsa