Placebo

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Placebo, do latim placebo, que quer dizer placebo,[1] na ciência médica, é uma porra que você dá para um paciente mesmo sabendo que não tem nenhuma chance de funcionar, para que, na hora de testar um procedimento médico de verdade, possa ser possível comparar quantas vezes o procedimento médico funcionou, e comparar com quantas vezes o paciente teve o efeito médico mesmo sem que tenham feito porra nenhuma com ele.

Placebo é uma merda.

Curiosamente, é uma merda planejada. O placebo tem que ser uma merda, porque, se o placebo funcionar mais do que sua alternativa, a experiência fracassa.

Exemplificando

Digamos que um médico surja com uma hipótese de que a reprodução humana só ocorre quando a mulher leva um jato de porra na buceta, em vez da teoria tradicionalmente aceita que os bebês são trazidos por cegonhas.[2]

Como nos ensina a ciência, esta é uma hipótese científica tão válida quando propor que os dinossauros foram mortos depois de uma porrada de um asteroide, ou que a Terra é plana. Afinal, é possível fazer uma experiência científica para tentar falsear esta hipótese.

E esta experiência é muito simples: escolhe-se um grupo de depósitos de porra, em idade fértil. Um destes grupos, chamado de grupo de tratamento, leva pau na buceta, com creampie. O outro grupo, chamado de grupo de controle, leva um pau de borracha na buceta.

Após nove meses, os dois grupos são analisados de forma estatística rigorosa, e é estimado se a quantidade de bebês que foram trazidos pelas cegonhas das relações vanilla são maiores do que os bebês das relações lésbicas.

E aqui é que está o problema, que leva uma porrada de pessoas a não entenderem o que significa uma experiência com placebo: não basta apresentar o resultado e dizer que um número é maior que o outro, é preciso mostrar que, mesmo que os dois números fossem aleatórios, a diferença tem significância estatística.[3]

É por este motivo que um maluco chamado Fisher (que muita gente conhece pelo Teste F de Fisher  ) recomendava que, antes de iniciar uma experiência, era preciso consultar um estatístico, para ele avaliar se a experiência vai conseguir dar um resultado significativo, ou se vai ser uma merda.

To call in the statistician after the experiment is done may be no more than asking him to perform a post-mortem examination: he may be able to say what the experiment died of.

—Sir Ronald Aylmer Fisher

Salsa