Padrão duplo

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Um duplo padrão é uma atitude mais dura ou mais rígida contra outra pessoa do que se mantém em relação a si mesmo ou a estranhos. As causas dos padrões duplos incluem a falta de perdão ou a incapacidade de ver qualquer coisa além da visão de mundo pessoal (seja a visão de natureza religiosa e/ou política), resultando em um preconceito.

O duplo padrão na mídia liberal e esquerdista é óbvio. Por exemplo, quando alguém que é heterossexual se declara homossexual, isso é notícia; quando alguém importante se converte à heterossexualidade, quase não há uma palavra sobre isso. O mesmo se aplica quando alguém que antes se considerava cristão não o faz mais, a notícia chega às manchetes, mas se um ateu se converte ao cristianismo, o inverso só será conhecido em publicações cristãs (e às vezes nem então).

Exemplos

Estados Unidos

A riqueza de um filiado ao Partido Democrata de dezenas de milhões de dólares feitas por Al Gore, John Kerry, Bill Clinton, Barack Obama, são permitidas. Já a riqueza de um filiado ao Partido Republicano como o pregador cristão Mitt Romney ou empresário Donald Trump é de alguma forma inaceitável.

A má conduta sexual de Bill Clinton não foi problema algum para seus defensores, mas a situação muda quando é contra Donald Trump (algumas em acusações falsas).

Brasil

Em dezembro de 2017, Danilo Gentili foi acusado de ser gordofóbico ao fazer piadas com uma matéria que tratava sobre como pessoas gordas não querem mais ser vistas como “doentes” e as reações da maior parte da imprensa ao caso e os esquerdistas foram de execrar o humorista. No entanto, piadas com mesmo conteúdo feitas por Pabllo Vittar em 2013 que foram alvo de críticas, o caso é tratado bastante distinto, defendendo como "alvo de ataques".[1]

A imprensa nacional que diz defender a liberdade de expressão e ser contrária a discursos de ódio se silenciou em 2014, quando o Partido dos Trabalhadores no auge de seu poder colocou dois humoristas e 8 jornalistas em uma lista negra, qualificando-os como “pitbulls”. [2] Pelo contrário: em algumas matérias sobre, ao repercutirem o caso, deram espaço a “especialistas” que endossaram a postura do partido.[3] Três anos após o episódio, aparentemente ninguém da mídia achou estranho quando uma Senadora da República utilizou uma moção de censura oficial contra o mesmo Gentili.

Ver também

Fonte