Seita Tradição

Tradição foi uma seita liderada pelo astrólogo Olavo de Carvalho em 1982[1] e denunciada pelo mesmo para a Polícia Federal em 1986.[2] A sede internacional da seita ficava em Londres e tinha como gurus os irmãos indianos Idries Shah e Omar Ali-Shah.[3]

Olavo acusou a seita Tradição de desvios sexuais, extorsão, envio de dólares para o exterior e contrabando de mercadorias enroladas em tapetes. Ele foi a principal testemunha e por isso recebeu um telefonema ameaçador. Foi nessa seita que Olavo conheceu sua atual esposa, a Broxane, ex-membro da organização trotskista Liberdade e Luta, que foi presa em 1977 por participar de um ato público da UNE na PUC de São Paulo proibido pelas autoridades da época e fichada no DOPS durante a ditadura militar.[4]

Após brigar com a seita Tradição por causa de dinheiro, Olavo fundou sua própria seita, uma tariqa islâmica, que tinha como gurus o suíço Frithjof Schuon e o britânico Martin Lings, com quem Olavo trocava cartas. Nessa nova seita Olavo de Carvalho adotou o nome muçulmano de Sidi Muhammad.

A seita tinha um lado esotérico e outro exotérico, como Olavo explica em seus cursos de charlatanismo Filosofia pela internet, ou seja, atividades conhecidas do grande público e atividades conhecidas apenas do círculo mais próximo do líder da seita, como camadas.

Após uma viagem para os Estados Unidos, Olavo foi processado por alguns de seus alunos pelo crime de apropriação indébita, entre eles por Liana Dines, filha do jornalista Alberto Dines, fundador do site Observatório da Imprensa. Por esse motivo, quando acabou o processo, Olavo se mudou com a família de São Paulo para o Rio de Janeiro, porque os jornalistas de São Paulo ficaram sabendo da história e Olavo não arrumou mais nenhum bico como jornalista. No Rio de Janeiro, Olavo voltou escrever nos jornais como defensor da liberdade de expressão dos racistas. Ele também encontrou emprego como professor do Seminário de Filosofia da UniverCidade (Universidade da Cidade do Rio de Janeiro) porque era amigo do empresário Ronald Levinsohn. Anos mais tarde Olavo, encontrou emprego no jornal Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo porque era amigo do empresário Guilherme Afif Domingos.

Salsa

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